sábado, 30 de janeiro de 2010
Reflexão
Todos os dias ao despertar penso: “Deus hoje vai ser diferente!?”. Todos os dias quando me dirijo a instituição, são cerca de 1,3km da minha casa até instituição onde sou um coordenador, penso e repenso sobre o que este novo dia me prepara, quais as surpresas e desafios já estarão a minha espera. São inúmeros os telefonemas de pais e familiares desesperados em busca de uma resposta a uma pergunta que nunca se cala nos lábios dos entes de um dependente químico, há uma chance de recuperar-lo? Todos os dias atendemos familiares, pastores e pessoas que dedicam as suas vidas no auxilio dos necessitados. Realizamos entrevistas com os familiares para termos uma idéia do tipo de problema que estaremos abraçando e vemos quase sempre as mesmas historias de dor e sofrimento, anos de renúncia em prol a vida de um filho ou irmão, que na maioria das vezes lutava para não ser retirado do seu prazeroso mundo da dependência química. Famílias que acumularam prejuízos financeiros e emocionais durante talvez anos, nos quais estava seu marido, filho ou irmão mergulhado no tenebroso mundo do faz de conta das drogas, na busca de uma realidade alternativa para suas frustrações, medos e rebeldia, colocando uma mascara para serem esquecidos pela família e a sociedade.Vemos todos os dias são como cadáveres vivos, homens e mulheres consumidos pela dependência química, que passam dias e noites somente consumindo drogas, muitos já não possuem mais traço algum daquilo que conhecemos por moral, amor ou qualquer outra coisa que reconheçamos como uma característica emocional humana. Seus pensamentos estão somente voltados para a aquisição de uma nova dose, já não possuem paes, filhos, mulheres,amigos, enfim trocaram tudo pela próxima dose. A algum tempo atrás recebi no gabinete um senhora buscando tratamento para sua filha, e durante nossa conversa informei que não estávamos trabalhando no momento com internação feminina, e para meu ouvi-a dizer não haver problemas se a filha ficasse entre 15 homens, na época desta conversa, expliquei que não seria salutar para a recuperação da jovem, mas ela insistido com ar de desespero me confidenciou que sua filha de 19 anos, prostituia-se para adquirir drogar e que nada de pior poderia acontecer com ela...
Esta é a realidade do mundo das drogas, violência, prostituição, medo, desconfiança, desamor e morte. Pelas ruas das nossas cidades podemos ver, ao anoitecer, as legiões de mortos vivos saindo as ruas, sujos, maltrapilhos, verdadeiros cadáveres ambulantes, correndo para todos os lados, naquilo que eles mesmo chamam de “correria”, onde vão até os seus fornecedores tentando realizar a forma de negocio mais antiga da humanidade, o escambo, sim a troca de produtos na sua maioria furtados em suas casa ou na vizinhança afim de trocar por uma pedra de crack e depois correr para o local de consumo da mesma. Pela madrugada posso observar pela janela inúmeras pessoas na busca do produto que lhe satisfaz, homens, mulheres, adolescentes, na sua maioria descalços sujos, sim este é o perfil dos usuário de crack. Certa vez um mãe que trazia seu filho para a internação me indignada, que seu filho estava descalço porque o par de sandálias que ela havia comprado no dia anterior havia sido trocado por drogas naquela mesma noite.
Me pergunto até onde podemos ajudar? Até onde os poderes constituídos da nossa Nação irão permitir este genocídio silencioso?
E Você????????
Pr. Ricardo
Esta é a realidade do mundo das drogas, violência, prostituição, medo, desconfiança, desamor e morte. Pelas ruas das nossas cidades podemos ver, ao anoitecer, as legiões de mortos vivos saindo as ruas, sujos, maltrapilhos, verdadeiros cadáveres ambulantes, correndo para todos os lados, naquilo que eles mesmo chamam de “correria”, onde vão até os seus fornecedores tentando realizar a forma de negocio mais antiga da humanidade, o escambo, sim a troca de produtos na sua maioria furtados em suas casa ou na vizinhança afim de trocar por uma pedra de crack e depois correr para o local de consumo da mesma. Pela madrugada posso observar pela janela inúmeras pessoas na busca do produto que lhe satisfaz, homens, mulheres, adolescentes, na sua maioria descalços sujos, sim este é o perfil dos usuário de crack. Certa vez um mãe que trazia seu filho para a internação me indignada, que seu filho estava descalço porque o par de sandálias que ela havia comprado no dia anterior havia sido trocado por drogas naquela mesma noite.
Me pergunto até onde podemos ajudar? Até onde os poderes constituídos da nossa Nação irão permitir este genocídio silencioso?
E Você????????
Pr. Ricardo
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário